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sábado, 2 de julho de 2011
Manifestantes protestam em Belém contra Belo Monte
Cerca de 300 manifestantes protestaram hoje em frente à Assembleia Legislativa do Pará contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, afirmando que a obra provocará graves impactos sociais e ambientais na região central do Estado. O protesto ocorreu no momento em que a índia Sheila Juruna e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) recebiam medalhas de honra ao mérito dos deputados por sua luta contra a obra.
Segundo Petronilo Alves, do Movimento Luta Popular, uma das 150 entidades contrárias ao projeto, toda a energia gerada pela usina será distribuída para grandes indústrias e não beneficiará os moradores da região. "Enquanto os grandes empresários pagarão valores simbólicos pela energia, o povo do Xingu pagará uma conta absurda para ter luz em casa", atacou Alves.
Para o sindicalista Denailson Denasuli, o projeto vai afetar de forma negativa as pessoas que vivem em Altamira, Vitória do Xingu e outros municípios onde a usina será construída. Ele disse que as audiências públicas para debater a obra "fracassaram porque não tiveram a participação popular", principalmente das comunidades que serão diretamente afetadas.
Desde que a obra do canteiro da usina começou, em abril passado, 15 mil pessoas chegaram à cidade de Altamira em busca de emprego. A cidade não tem estrutura para abrigar tanta gente e convive com graves problemas sociais. O governo federal montou um escritório da Presidência da República em Altamira para orientar os que chegam sobre as oportunidades de trabalho e antecipar, com recursos, os impactos sociais do projeto.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Senadores definem até junho plano de trabalho de Belo Monte
Após os debates no Senado, a subcomissão vai visitar o local, nos dias 2 e 3 de junho, com o objetivo de conhecer as obras da usina e os trabalhos desenvolvidos nos municípios. Por ocasião da visita, os senadores vão se reunir com as populações das áreas impactadas pela construção da usina hidrelétrica.
Fonte: DCI
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Pará negocia consórcio para Belo Monte
Antecipar-se aos problemas e planejamento é fundamental para que a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, possa ser levada a bom termo, principalmente no ponto de vista ambiental. Esta é a análise do governador do Pará, Simão Jatene, que se reuniu com representantes do Consórcio Norte Engenharia, responsável pela construção da usina, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal financiador.
“Precisamos nos antecipar aos problemas que possam ocorrer futuramente com a instalação da usina, principalmente no que diz respeito à minimização dos impactos ambientais. Não é fazer mais do mesmo, é fazer diferente”, ressaltou o governador.
O presidente do Consórcio Norte Engenharia, Carlos Nascimento, vê de bom grado a aproximação do governo do Pará e espera que, com esta iniciativa, o número de obras que diz respeito às condicionantes ambientais possam ocorrer com mais rapidez. Até o momento, 90 obras emergenciais são realizadas em Altamira, Anapu e Vitória Xingu.
Além destas, outras oito estão previstas na área de influência da usina e que integram o consórcio. Elas acontecerão nos municípios de Senador José Porfírio, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Porto de Moz, Gurupá e Pacajá. Juntas, estas 11 cidades da área de influência têm 360 mil habitantes.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Dilma quer reunião sobre Belo Monte para evitar problemas trabalhistas
A presidente Dilma Rousseff irá se reunir nos próximos dias com representantes do governo para estabelecer um cronograma de atuação do poder público no município de Altamira, no Pará, a fim de evitar que a usina hidrelétrica de Belo Monte apresente os mesmos problemas trabalhistas de Jirau, em Rondônia.
"A presidente quer uma reunião para o poder público estar mais presente em Altamira do que esteve em Porto Velho para se antecipar a esse tipo de problema", disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
O projeto da usina de Belo Monte é palco de frequentes manifestos, mas o Palácio do Planalto descarta por ora qualquer alteração no empreendimento. No início do mês a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegou a solicitar oficialmente ao governo brasileiro a suspensão imediata das obras do complexo hídrico no Pará sob o argumento de haver um potencial prejuízo dos direitos das comunidades tradicionais da bacia do rio Xingu.
"Estamos trabalhando com um tipo de canteiro de obras em Belo Monte para evitar os problemas de Jirau", explicou Carvalho.
Paralisado por conta da falta de segurança no canteiro de obras, o empreendimento da hidrelétrica de Jirau chegou a ser parado em 15 de março após diversos impasses trabalhistas e depredação de alojamentos.
A concessionária Energia Sustentável do Brasil, representada em reunião com sindicalistas, concordou em oferecer a antecipação de 5% de reajuste salarial já em abril - a data-base é em maio -, a garantia de transporte aéreo para que trabalhadores pudessem passar cinco dias com suas famílias a cada três meses trabalhados, abrir discussão sobre o novo valor da cesta básica, ampliação da ofertas de planos de saúde e debater o fim do ágio para a utilização de cartões de alimentação.
Ao comentar o caso de Jirau, Gilberto Carvalho minimizou a provável demissão de cerca de 4 mil trabalhadores na obra. Os demissionários fazem parte de um grupo de aproximadamente nove mil pessoas que abandonaram os alojamentos depois dos protestos de março. "A demissão, se bem feita e combinada com os sindicatos, não têm problema, porque tem muita gente que não quer voltar para Jirau. Saiu perfeito [como a presidente Dilma esperava]", disse.
"A presidente quer uma reunião para o poder público estar mais presente em Altamira do que esteve em Porto Velho para se antecipar a esse tipo de problema", disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
O projeto da usina de Belo Monte é palco de frequentes manifestos, mas o Palácio do Planalto descarta por ora qualquer alteração no empreendimento. No início do mês a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegou a solicitar oficialmente ao governo brasileiro a suspensão imediata das obras do complexo hídrico no Pará sob o argumento de haver um potencial prejuízo dos direitos das comunidades tradicionais da bacia do rio Xingu.
"Estamos trabalhando com um tipo de canteiro de obras em Belo Monte para evitar os problemas de Jirau", explicou Carvalho.
Paralisado por conta da falta de segurança no canteiro de obras, o empreendimento da hidrelétrica de Jirau chegou a ser parado em 15 de março após diversos impasses trabalhistas e depredação de alojamentos.
A concessionária Energia Sustentável do Brasil, representada em reunião com sindicalistas, concordou em oferecer a antecipação de 5% de reajuste salarial já em abril - a data-base é em maio -, a garantia de transporte aéreo para que trabalhadores pudessem passar cinco dias com suas famílias a cada três meses trabalhados, abrir discussão sobre o novo valor da cesta básica, ampliação da ofertas de planos de saúde e debater o fim do ágio para a utilização de cartões de alimentação.
Ao comentar o caso de Jirau, Gilberto Carvalho minimizou a provável demissão de cerca de 4 mil trabalhadores na obra. Os demissionários fazem parte de um grupo de aproximadamente nove mil pessoas que abandonaram os alojamentos depois dos protestos de março. "A demissão, se bem feita e combinada com os sindicatos, não têm problema, porque tem muita gente que não quer voltar para Jirau. Saiu perfeito [como a presidente Dilma esperava]", disse.
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